Amamentação: benefícios e dificuldades



0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io Made with Flare More Info'> 0 Flares ×

Quando você vê aquela cena linda de uma mãe amamentando o seu bebê em uma bela poltrona, com um sorriso estampado no rosto, transmitindo a maior tranquilidade do mundo, a impressão é de que é algo simples e totalmente natural; um talento que já nasce com as mulheres. O que quase ninguém conta é que não: nem sempre funciona assim. As dificuldades, principalmente no início da vida do bebê, não são poucas e, por isso, boa parte das mães acaba desistindo de amamentar. Munir-se de informação e pedir ajuda quando necessário são atitudes fundamentais para conseguir encarar essa missão com serenidade.

bebe-mamar-138

Benefícios: 

Até aos 6 meses o bebê deve ser alimentado em exclusivo com leite materno. Depois, deve ser consumido com outros alimentos até aos dois anos. Após os dois anos de vida, as defesas da criança estão constituídas e do ponto de vista do desenvolvimento global o leite materno não é essencial.

O leite da mãe transmite defesas, protege contra infeções e outras doenças, reduz as gastroenterites e as infeções respiratórias. Mas também contribui para a formação do sistema imunológico da criança e tem um efeito protetor a longo prazo contra a obesidade, algumas formas de alergias, linfoma, diabetes, doenças cardiovasculares e do aparelho digestivo.

Para o bebê;

  • Proporciona uma ótima proteção imunológica ao recém-nascido;
  • Transmite resistência contra certas alergias;
  • Protege contra microrganismos como vírus e bactérias;
  • Reduz a probabilidade de infeções respiratórias;
  • Aumenta a resistência contra diarreias, otites, infeções urinárias;
  • Promove o bom desenvolvimento mandibular, das estruturas da fala e da dentição;
  • Pode diminuir a probabilidade de obesidade;
  • Redução a ocorrência da Síndrome da Morte Súbita;
  • Reforça o laço emocional com a mãe, transmitindo segurança e equilíbrio ao bebê.

Para a mamãe;

  • Contribui para a diminuição da incidência de hemorragias pós-parto e anemia;
  • Ajuda na recuperação do peso nos primeiros meses pós-parto;
  • Facilita o retorno do útero ao tamanho normal (involução uterina);
  • Aumenta a sua confiança, a sensação de bem-estar e de segurança;
  • Simplifica as rotinas diárias: está sempre à temperatura ideal e pronto a servir;
  • É um alimento gratuito;
  • Diminui o risco de cancro da mama pós menopausa, cancro de ovário, osteoporose, doenças cardíacas, entre outras.


Algumas das dificuldades enfrentadas são: 

Dor;

Amamentar pode doer, sim. Pode ser o bico rachado, os seios muito cheios, ingurgitados, situação que pode até evoluir para uma mastite e causar febre alta na mãe. A pega errada é outra causa de sofrimento. Tem bebê que chega a morder o bico do seio e, acredite: mesmo que eles não tenham dentes ainda, a pressão da gengiva machuca. Os desconfortos intensos ocorrem principalmente durante as primeiras semanas de amamentação, quando o seio ainda está se adaptando para os longos meses que virão pela frente. É uma fase de adaptação, mas pode atrapalhar (e muito!) a amamentação do bebê.
Pouco leite;

Isso pode acontecer no caso de mulheres que tenham passado por cirurgias mamárias, como as redutoras ou mastopexias (método cirúrgico que permite que a flacidez dos seios seja corrigida de forma a ficarem rígidos e elevados de novo). No entanto, não existe leite fraco ou pouca produção por parte da mãe. O que pode acontecer é um desequilíbrio causado quando o bebê não suga adequadamente. “O ducto mamário vazio é o sinal para o corpo produzir mais e isso não é uma questão de deixar o bebê horas no peito”. É preciso ensinar o bebê a mamar do jeito certo com algumas manobras, como, apoiar o queixo dele durante a mamada para fortalecer a musculatura e abocanhar totalmente a auréola, em vez de pegar apenas o bico.

Falta de apoio e críticas;

Amamentação e parto são temas que facilmente causam discussões entre quem tem opiniões divergentes. Muitas vezes, as conversas viram verdadeiras brigas e, nesse caso, a melhor solução é se informar. “Se estamos mais seguras e embasadas fica mais fácil avaliar de maneira correta o cenário”. Ler livros específicos e buscar fazer cursos são boas alternativas. “Pense realmente em contratar a visita de uma consultora em aleitamento. Alguns convênios médicos até oferecem o serviço às suas seguradas”. Também é possível pedir ajuda nos postos de saúde ou em bancos de leite.

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io Made with Flare More Info'> 0 Flares ×



SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

0 Flares Twitter 0 Facebook 0 Filament.io 0 Flares ×